O peruano Sinclair Jones se tornou o mais novo o campeão mundial da classe Optimist. Ele superou 210 velejadores de 47 nações e se sagrou o melhor do mundo na competição realizada no Clube Naval Charitas, em Niterói. Foram realizadas doze regatas, divididas em três baterias cada uma, onde os competidores foram separados em seis grupos, representados por cores diferentes. Os ventos surpreendentes da enseada de São Francisco deram um charme a mais e provaram porque a raia é conhecida mundialmente.
No último dia o vento demorou aparecer. As gaivotas cariocas ecoavam seus ruídos e distraíam os velejadores, que aproveitaram para contemplar a beleza do Rio de Janeiro. Por volta das 11h50, eles partiram do Clube Naval Charitas para a raia. Depois de diversas tentativas na montagem da raia, sobe e desce da RECON (bandeira que retarda a largada) e ventos fracos, a única regata do dia começou às 14h20. O brasileiro Felipe Rondina fez bonito, venceu a primeira bateria e comemorou muito. Neste mesmo confronto, o argentino, Ignácio Rogala, que se manteve entre os líderes durante todo o campeonato, fez uma excelente corrida. O hermano conseguiu um 6° lugar e garantiu a terceira colocação no Mundial 2009.
Já no segundo enfretamento do dia, o sorteio colocou frente a frente, na mesma bateria, três favoritos ao título: Mohamad Faizal (Malásia), Noppakao Poonpat (Tailândia) e Sinclair Jones (Peru). Eles velejaram no segundo confronto da única regata do dia e, para surpresa de todos, nenhum deles passou entre os dez primeiros. Na disputa entre os três, o peruano passou na frente e trouxe o título do campeonato para a América do Sul.
A terceira bateria do dia foi a mais interessante para o Brasil. Ricardo Paranhos, que fez um campeonato fantástico, marcou presença entre os top five. Ele chegou em segundo na última bateria realizada no Mundial. O vencedor do último confronto foi o equatoriano Dick Matias. O velejador de Brasília conseguiu um resultado que a muito tempo os brasileiros não alcançavam em campeonatos Mundiais. O quinto lugar representa mais do que uma conquista pessoal, mostra a evolução da classe Optimist no Brasil nos últimos tempos. Ricardo vai à Porto Alegre, no próximo dia 2, para o Campeonato Sul-Brasileiro, onde pretende comemorar o resultado navegando em seu último campeonato na classe Optimist.
Mário Mazzaferro acabou largando escapado na última regata, mesmo assim o catarinense ficou na 18º colocação, sendo seu melhor resultado em Mundiais e contribuindo muito para a boa performance da equipe. Caio Swan fez uma regata intermediária nessa sexta-feira e se manteve, ficando na 35ª posição. Felipe Rondina venceu a última regata, feito que poucos conseguiram aos 12 anos. Felipe acabou em 39º. Alexander Elstrodt terminou em 44º, mantendo-se após o 17º na última regata.
O próximo campeonato mundial da classe será realizado em dezembro de 2010 na Malásia.
Fonte: Raphael Pinto / Pro Nautica / www.boia1.com.br Foto: Fred Hoffmann